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138º Raiar da Liberdade celebra ancestralidade e comemora título de Patrimônio Imaterial Capixaba
Evento
Educação,Cultura,Meio ambiente,Movimento negro
grupo de caxambu Santa Cruz
91982884299
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Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, Brazil
Ao som pulsante dos tambores do caxambu, entre palmas ritmadas e cantos que ecoam a memória de seus ancestrais, o quilombo Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim, deu vida a mais uma edição do Raiar da Liberdade no último sábado (16). O evento, que anualmente relembra a abolição da escravatura no Brasil sob a ótica da resistência negra, reúne grupos do patrimônio imaterial sul-capixaba e centenas de visitantes que prestigiam essa grande exaltação cultural, conduzida há mais de seis décadas pela mestra de caxambu Maria Laurinda Adão.
Mais do que uma festa de celebração das raízes afro-brasileiras, o Raiar da Liberdade é um espaço vital de reflexão. Por isso, um dos grandes destaques da programação deste ano foi um importante debate, com o tema “13 de maio, abolição inacabada: racismo estrutural e religioso no Brasil”, que trouxe a campo vozes importantes, como a deputada estadual Camila Valadão, o promotor de justiça do MPES Dr. Wagner Eduardo Vasconcellos, o historiador do IPHAN Filipe Oliveira da Silva e a vereadora de Vitória Ana Paula Silva da Rocha, sob a mediação cuidadosa da professora e escritora cachoeirense Luciene Carla Francelino.
“Estar na comunidade quilombola de Monte Alegre, em alusão ao 13 de Maio, é também reafirmar a necessidade de refletirmos criticamente sobre a história do Brasil e sobre as permanências do racismo em nossa sociedade. Quando falamos em abolição inacabada, estamos questionando uma liberdade que não garantiu dignidade, terra, educação, oportunidades ou reparação histórica para a população negra. Termos realizado esse debate em um território quilombola fortalece ainda mais o significado desse encontro, porque os quilombos representam resistência, memória, ancestralidade e luta coletiva”, afirma Luciene Carla.
Também compuseram a programação do Raiar a realização de uma missa afro, celebrada pela Pastoral Afro da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, a apresentação de diversos grupos de folia de reis, capoeira, jongo, charola de São Sebastião, boi pintadinho e caxambu, além da tradicional feijoada comunitária, preparada pelos próprios moradores do quilombo e que possui uma grande importância para o povo negro.
Mais do que uma festa de celebração das raízes afro-brasileiras, o Raiar da Liberdade é um espaço vital de reflexão. Por isso, um dos grandes destaques da programação deste ano foi um importante debate, com o tema “13 de maio, abolição inacabada: racismo estrutural e religioso no Brasil”, que trouxe a campo vozes importantes, como a deputada estadual Camila Valadão, o promotor de justiça do MPES Dr. Wagner Eduardo Vasconcellos, o historiador do IPHAN Filipe Oliveira da Silva e a vereadora de Vitória Ana Paula Silva da Rocha, sob a mediação cuidadosa da professora e escritora cachoeirense Luciene Carla Francelino.
“Estar na comunidade quilombola de Monte Alegre, em alusão ao 13 de Maio, é também reafirmar a necessidade de refletirmos criticamente sobre a história do Brasil e sobre as permanências do racismo em nossa sociedade. Quando falamos em abolição inacabada, estamos questionando uma liberdade que não garantiu dignidade, terra, educação, oportunidades ou reparação histórica para a população negra. Termos realizado esse debate em um território quilombola fortalece ainda mais o significado desse encontro, porque os quilombos representam resistência, memória, ancestralidade e luta coletiva”, afirma Luciene Carla.
Também compuseram a programação do Raiar a realização de uma missa afro, celebrada pela Pastoral Afro da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, a apresentação de diversos grupos de folia de reis, capoeira, jongo, charola de São Sebastião, boi pintadinho e caxambu, além da tradicional feijoada comunitária, preparada pelos próprios moradores do quilombo e que possui uma grande importância para o povo negro.
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2026-05-20
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